sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Como fazer Avaliação Diagnóstica


Início do ano, turma nova, Escola nova, enfim, como começar o trabalho com os alunos?

Nem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.

O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.

Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.

Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:
. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
. Função: diagnosticar
. Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)

De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:

. Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas
. Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
. Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
. Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
. Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma

O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior

Muitos Professores sempre mandam email pedindo modelos prontos de avaliação diagnóstica. Creio que isso deve-se ao fato de que, para o Professor, não há a clareza do que ele deve levantar neste tipo de avaliação.

Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.

Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.

Como Avaliar: Instrumentos de avaliação

Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
. Observação;
. Relatório;
. Prova;
. Questionário;
. Acompanhamento;
. Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
. Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.

A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.

Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.

O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.

E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.

Por: Rosely Brito - www.sosprofessor.com.br

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Adaptação dos alunos


Os primeiros dias de aula estão, certamente, entre os mais importantes de todo o ano letivo. É durante essa fase que os alunos conhecem os novos professores, os novos colegas e começam a se adaptar à nova série e, muitos deles, também à nova escola. O papel do professor nesse momento é de grande relevância, pois ele, mais do que ninguém, pode contribuir para que todas essas "novidades" se encaminhem de um jeito natural e bem-sucedido, para a felicidade dele próprio, dos alunos e dos pais.

"Se o professor não constitui um vínculo bacana com os alunos nesse início, a relação entre eles pode seguir com problemas durante todo o ano. Reconquistar é possível, mas é mais difícil", acredita Ana Paula Arantes, coordenadora do Ensino Fundamental I do colégio Pueri Domus (Unidade Aruã), em Mogi das Cruzes, SP.

Para Maria Bernadete Silveira, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental no colégio Sion, em São Paulo, bons resultados nesse processo inicial garantem a adaptação da criança na escola até o final do ano. "Inclusive no maternal, fase em que as crianças levam cerca de 15 dias para criar vínculos com o professor e a escola", acrescenta a educadora.

O trabalho de adaptação é para todos os alunos. No maternal, a criança ainda é muito ligada ao ambiente familiar e precisa fazer a transição para o ambiente escolar. No 1º ano, a insegurança está no fato de a criança começar a ter uma rotina de alfabetização, a usar mais livros e a sentir uma outra exigência. No 2º ano, sua responsabilidade aumenta ainda mais, pois ela precisa se organizar de outra forma e o brincar já não está tão presente. Além de todos esses casos, estão os novatos na escola, transferidos de outras instituições que, independentemente da idade, necessitam de uma boa recepção por parte da equipe escolar. "O aluno que vem de outra escola está passando por uma mudança (mudam as referências de amizade, de ambiente, de rotina), e toda mudança traz desconforto, portanto ele precisa ser bem acolhido", explica a pedagoga Ana Paula.

Também os pais precisam ser acolhidos em suas inseguranças e em seus medos. Eles devem receber o apoio não só dos professores, como da coordenação da escola. "Por isso, os encontros com os pais nesse início são tão importantes. Eles precisam ser orientados e tranquilizados. Costumo dizer que os professores têm de se colocar no lugar deles, para assim entendê-los", declara a coordenadora Maria Bernadete.

Texto: Juliana Bernardino

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Feliz 2012


Dicas do que fazer em período de férias.


Após um ano inteiro de trabalho árduo e estressante com planos de aula, diário de classe, avaliações, relatórios... finalmente elas chegaram: As tão sonhadas férias. E para aproveitar ao máximo esse período abençoado, lanço algumas dicas do que fazer neste período para relaxar, se divertir e ganhar novas experiências.

Vá ao cinema com amigos;
Viaje;
Procure eventos promocionais em sua cidade;
Procure com amigos bons livros ou releia alguns;
Aproveite para conversar na internet também;
Combine com amigos passeios ao ar livre, ande de bicicleta ou faça piquiniques;
Vá também ao teatro;
Convide amigos para dormirem em sua casa;
Aproveite eventos gratuitos em sua cidade;
Visite pontos turísticos;
Visite parques;
Faça um jantar ou brunch para amigos;
Dê uma festa ou uma reunião entre amigos;
Faça parte de novas redes sociais para encontrar novos amigos;
Faça alguma atividade que nunca havia feito na vida;
Jogue jogos on line;
Vá a um parque de diversão;
Vá a um parque aquático;
Pinte um quadro;
Faça um blog;
Cozinhe;
Aprenda uma nova receita;
Faça tratamentos de beleza em casa mesmo;
Alugue filmes;
Vá ao zoológico;
Pratique algum esporte;
Aprenda um novo esporte;
Jogue boliche;
Vá a algum clube;
Tire fotos surpreendentes e publique-as na internet;
Faça vídeos e publique-os no youtube;
Invista em um novo estilo;
Procure novos estilos de músicas ou cantores;
Encontre novos sabores;
Assista a novos programas de TV;
Visite seus parentes;
Acorde cedo para ver o nascer do sol;
Veja o pôr-do-sol na praia;
Aprenda um novo jogo;
Leia blogs;
Vá a piscina;
Pegue um bronze;
Jogue conversa fora;
Namore bastante.


Vá

Aprenda a relaxar...


Sabe aqueles dias em que você está extremamente nervoso e estressado? Em que parece que nada vai conseguir te relaxar? Pois bem, todos temos dias assim e para mim essa semana foi mais ou menos isso. Operação para terminar de remover um cálculo renal, trabalhos de faculdade e preparação para poder viajar amanhã. No final das contas, acabei precisando arrumar algum jeito de relaxar um pouco, então a matéria publicada hoje noZenHabits caiu do céu para mim.

Lá você vai encontrar 12 dicas para relaxar depois de passar por altos níveis de stress. Vou transcrever aqui as minhas favoritas e que normalmente uso:

1- Respire fundo – tente contar até dez e sinta a tensão indo embora
2- Massageie-se – massageie seu ombro, braços e têmporas. Funciona muito bem para mim
3- Exercite-se – um pouco de ginástica e alongamento são ótimas formas de relaxar
4- Saia de casa – dar uma passeio simplesmente para esquecer um pouco os problemas é ótimo
5- Tire um dia de folga – é isso que eu pretendo fazer, mas não acho que vai ser possível por agora
6- Medite – um dos meus relaxamentos favoritos, fecho os olhos, acendo um incenso e esvazio minha mente, é perfeito
7- Desconecte-se – desligue os telefones e o computador, realmente saia de cena um pouco para poder relaxar
8- Tire um cochilo – está provado que um cochilo de até 30min no meio do dia aumenta nossa produtividade e diminui nossos níveis de stress

Ultimamente eu tenho ficado um pouco no sol ouvindo um pouco de música para relaxar. Funciona como uma meditação, mas sem tanta preocupação em esvaziar a mente, acabo organizando minhas idéias e vendo elas por outro ponto de vista.

E você, o que faz para relaxar depois de um dia estressante? Comente suas técnicas!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Indisciplina na Sala de Aula: Os 5 Erros que os Professores Cometem e como Evitá-los

É muito estressante e até emocionalmente doloroso lidar com a ansiedade de ter de enfrentar, todos os dias, uma turma que você não está certa de poder controlar. O que , de fato, é realmente frustrante nesta situação é: ter responsabilidades a cumprir e não ter as devidas ferramentas para fazer isso.

Lembro bem no início da minha carreira, o sentimento de incapacidade que eu sentia, antes de descobrir as ferramentas certas para combater a indisciplina na sala de aula. Você se sente insegura, chegando a duvidar da sua competência enquanto Professor. É frustração, misturado com raiva e impotência. É inclusive esse conjunto de sentimentos negativos que levam muitos Professores a desistirem da profissão.

O triste de tudo isso é que, muitos que desistem prosseguem acreditando que falharam na profissão, enquanto que a verdade é que não tinham ferramentas apropriadas para lidar com a questão.

Nos bancos das Universidades ninguém toca nesta questão parece que a única coisa que o Professor tem de fazer é entrar na sala e “dar” aula. Ninguém fala da falta de educação e desrespeito, ninguém comenta sobre a indisciplina ou violência, ninguém aborda a falta de limites e muito menos, sequer sugere o que fazer quando a situação não está no nosso “script”, chamado Plano de Aula.

Em um roteiro quando é produzido um filme ou peça de teatro, há um “script”, e tudo deve ser feito conforme está escrito e determinado lá. Mas, e na sala de aula, quando nosso “script” não dá conta do nosso dia a dia? O que fazer então ?

Para ser honesta, sempre parecia que todos a minha volta queriam mais era que eu perdesse essa batalha, pois viviam alertando-me acerca do que os pais iriam dizer ou fazer. Na verdade todos estavam mais preocupados em não perder os alunos ou ainda não provocarem a ira dos pais, do que oferecer o apoio que eu precisava.

Aprendi às duras penas, que tudo o que haviam dito a respeito de como disciplinar os alunos estava errado pois não funcionava. Na verdade, a única coisa que eu precisava era que os alunos fossem 100% respeitosos, fizessem as tarefas, e prestassem atenção todas as vezes.

Assim, não importasse a classe social do aluno, seu histórico de comportamento, seu nível de socialização. Uma vez que esse aluno entrasse na minha sala de aula, ele deveria dar conta de suas responsabilidades e cumprir suas tarefas. Há muitos anos atrás esta afirmação já era utópica, no entanto ainda hoje, para muitos ela ainda é um “delírio” impossível de alcançar.

Hoje é sabido, que mesmo a pior turma, e ainda que a escola esteja localizada em um meio hostil, este objetivo pode ser alcançado. Não ocorrerá do dia para a noite, será preciso esforço, paciência e principalmente persistência.

A “mágica” ocorre quando você descobre e utiliza as ferramentas e estratégias apropriadas que tornam todos os alunos mais responsáveis e aplicados. Ao ter em mãos essas novas ferramentas a sua sala de aula sofre uma transformação porque o seu jeito de dar aula também muda.

Constatei ao longo da minha carreira que a indisciplina ocorre por uma série de fatores, porém alguns desses fatores era eu mesma que provocava. Isso mesmo ! Não estou aqui eximindo a parte que cabe a família, ao gestor, ao governo, aos astros, seja lá quem for que você queira transferir a culpa, o fato é que tive de dar a mão a palmatória, descer do salto, humildemente reconhecer esse fato e procurar consertar o que era a minha responsabilidade fazer.

Veja abaixo os 5 grandes erros que eu cometia e, infelizmente, muitos Professores estão cometendo, talvez até você, inconscientemente, também esteja. Por isso é hora de rever sua prática em cada um dos itens abaixo:

- Erro no. 1: Disciplinar toda a sala de uma só vez

- Erro no. 2: Bater boca com o aluno, ao invés de dar a direção do que fazer

- Erro no. 3: Ameaçar, ameaçar, ameaçar e …….não cumprir

- Erro no. 4: Uso de linguagem não verbal de forma inadequada

- Erro no. 5: Aula chata do começo ao fim

Por ora vá refletindo nesses erros, pois no próximo artigo abordaremos o Erro no. 1: Disciplinar toda a sala de uma só vez, e debateremos como consertar isso.

site: sosprofessor.com.br